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Dores no pescoço: o motivo pode estar na palma da mão

por | fev 24, 2020 | Cirurgia da Coluna | 0 Comentários

Uso inadequado de smartphones e tablets podem causar problemas na coluna

Queixas de dores na região do pescoço e na coluna cervical estão cada vez mais frequentes.  O uso muito frequente do celular e de tablets chama atenção.

A cabeça pesa aproximadamente 5 kg, mas como o pescoço se movimenta muito, o peso gerado sobre a coluna cervical aumenta e acarreta muito impacto. Em um ângulo de flexão do pescoço (cabeça para baixo) de aproximadamente 15 graus, o peso é de pouco mais de 10 kg, a 30 graus é 18 kg, a 45 graus praticamente duplicada e chega a 22 kg, e a 60 graus alcança o peso de 27 kg. “Esse é o peso atingido ao se olhar para um smartphone, ação realizada por milhões de pessoas durante horas todos os dias”. Ao longo do tempo essa má postura, também chamada de “pescoço de texto,” pode levar a um desgaste e lesões na coluna cervical, acelerando a degeneração e trazendo consequências à saúde.

Atualmente é muito comum olharmos ao nosso redor e observarmos que todos ficam com a cabeça para baixo de olho nas mensagens de texto, aplicativos e jogos de celulares. As pessoas utilizam o celular de duas a quatro horas por dia em posição inadequada: curvados, lendo e-mails, enviando textos, acessando sites e redes socais. “Isso significa 700 a 1.400 horas por ano em que as pessoas colocam pressão sobre os discos da coluna e a musculatura que a envolve. O que nos preocupa é o uso cada vez mais frequente por crianças e jovens”.

Ao longo do tempo, esta posição faz com que a cabeça se incline para a frente, aumentando o peso sobre as articulações da coluna, determinando uma inversão da curvatura normal no pescoço.

Mandar mensagens é uma forma de comunicação que vem se tornando cada vez mais popular. Por isso, é importante que as pessoas, independentemente da idade, mantenham uma boa postura para ter uma coluna saudável e prevenir possíveis problemas. Quando as medidas de prevenção não são seguidas e o tratamento conservador com medicação, fisioterapia e reabilitação física não obtêm o resultado desejado, opta-se pelo procedimento cirúrgico. “Alguns casos merecem maior atenção e são tratados com a realização de cirurgia precoce, é o caso da dor intensa intratável, isto é, quando há déficit motor acentuado (sinais neurológicos) com perda de força. Várias técnicas são utilizadas para o tratamento cirúrgico, dependendo de cada caso e grau de mobilidade e degeneração dos discos da coluna cervical.

Uma alternativa para discos com boa mobilidade e em que não há avançado grau de degeneração são as próteses de disco cervical (implantes que permitem a manutenção de mobilidade no segmento operado), diminuindo a sobrecarga dos níveis cervicais próximos ao local da cirurgia. “Hoje em dia é considerado o padrão de tratamento para procedimentos de hérnia de disco realizadas no Estados Unidos em até dois níveis e recentemente também adotado e confirmado pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Os resultados alcançados na experiência clínico-cirúrgica são muito satisfatórios”, complementa.

Outra alternativa menos invasiva é a cirurgia realizada por videoendoscopia, em que se utiliza uma câmera de vídeo para visualizar as estruturas nervosas. Esta técnica é muito difundida para o tratamento das doenças da coluna lombar e recentemente teve ampliada sua utilização para a coluna cervical. O médico explica que por esta técnica a musculatura é preservada e o tempo para recuperação é menor, proporcionando alta hospitalar precoce e retorno mais rápido às atividades de trabalho e a pratica esportiva.

“Existem alternativas diversas e eficazes no tratamento cirúrgico da hérnia de disco cervical, cada caso deve ser avaliado pelo médico, mas o mais importante é a prevenção e os cuidados para manter a saúde da coluna e prevenir dores, complementa o ortopedista.

Dr. Alynson Larocca Kulcheski- CRM 24934. Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e Membro da Sociedade Brasileira de Coluna Minimamente Invasiva (SBC.MISS)

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Dr. Álynson Larocca Kulcheski

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